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Chama na Solução - Manaus

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Chama na Solução - Manaus
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A maratona social Chama na Solução é uma iniciativa do escritório do UNICEF em Manaus e tem por objetivo criar uma rede de protagonismo jovem na cidade, ouvindo e conectando a juventude para a criação de soluções sociais.

>> Conheça os selecionados
>> Passo a passo sobre a seleção dos participantes

Os projetos finalistas foram apresentados para um corpo de jurados formado por adultos e crianças que fizeram avaliações e comentários baseados em critérios como inovação, aplicabilidade, envolvimento com a maratona e impacto gerado. A chefe do escritório do UNICEF em Manaus, Debora Nandja, iniciou o evento lembrando que um quarto da população mundial é composta por jovens, mas, ainda há poucos espaços que estimulam o protagonismo juvenil. “Por isso é tão importante essa iniciativa de ouvir o que vocês têm a dizer, ver como vocês criam boas propostas e tentam implementá-las. Vocês têm um papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico e têm a capacidade de desafiar normas, desafiar valores e construir novas bases para o futuro”, disse.

“O Chama na Solução foca em uma vulnerabilidade muito específica, que é a dos migrantes e refugiados. Sair de um país para outro e deixar tudo para trás não é algo fácil e vocês estão trabalhando para compreender e transformar a vida dessas pessoas, além de diminuir a discriminação e construir um mundo mais igualitário. Para o UNICEF, é extremamente importante liderar essa iniciativa”, complementou Debora.

Para o coordenador da Unidade de Gestão Integrada (UGI) do Governo do Amazonas, Tiago Paiva, o UNICEF gera esperança quando mostra que o jovem é capaz de propor ações e política pública. “Este encerramento vem coroar o esforço que foi feito com mentoria e acompanhamento, importantes para desenhar um futuro melhor para o Amazonas”.

Soluções para transformação social

As ideias selecionadas foram centralizadas em temas como educação, proteção, saúde, nutrição, engajamento e participação de adolescentes, renda e empregabilidade, água, saneamento e higiene. Conheça os projetos finalistas:

Acesso à educação

O primeiro grupo criou uma solução voltada ao ODS 4 – Educação de Qualidade. A proposta visa à criação de um programa que facilite o acesso à educação formal e garanta a permanência dos alunos venezuelanos no ambiente escolar. “Queremos aumentar o número de matrículas, aumentar a permanência na escola, incentivar a criação de projetos em educação e estimular a formulação de políticas públicas”, explicou o estudante Felipe Anveres.

Também na linha do ODS 4, o segundo grupo propôs um programa de integração entre alunos brasileiros e venezuelanos em escolas de Manaus a partir do voluntariado e de parcerias com universidades públicas, empresas e organizações da sociedade civil. Uma das ações previstas possui como objetivo oferecer aulas de português. “A gente vê que existe a necessidade de investimento na base do idioma do português, porque isso influencia diretamente o interesse dos alunos migrantes na escola e pode, também, contribuir para prevenir e até reduzir a distorção idade-série, que pode ser uma das causas e consequências da exclusão escolar”, comentou a jurada Mariana Ribeiro, representando a Casa Museu do Objeto Brasileiro.

Chama na Solução


Combate à violência


O ODS 5 – Igualdade de Gênero também foi contemplado nas soluções apresentadas. Uma das ideias é promover palestras e debates para discutir os papéis de gênero em abrigos que atendem migrantes e refugiados, oferecer cursos voltados à gestão de conflitos, atendimento psicológico e apoio à inserção no mercado de trabalho. Na opinião da jurada Elis Regina, de 11 anos, a proposta ajuda a criar um ciclo de empoderamento feminino. “Muitas vezes, a violência doméstica permanece porque as mulheres são dependentes do marido e não têm apoio. Esses cursos de capacitação vão ajudar muito”, disse. “Esse projeto também contribui para que as venezuelanas conheçam a legislação brasileira de proteção à mulher”, complementou a jurada Kayna, também com 11 anos.

Com o programa “Como você saberia? Aprendendo a combater a violência sexual contra crianças e adolescentes”, o grupo formado por Jonas Jatahy, Felipe Santos e Maria Vitória Alvarega quer criar ações para ensinar a identificar abusos e como denunciá-los. “Pesquisamos bastantes e encontramos dados alarmantes. Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, dos 159 mil registros feitos pelo Disque Direitos Humanos ao longo de 2019, 86,8 mil são de violações de direitos de crianças ou adolescentes, um aumento de quase 14% em relação a 2018”, contextualizou Maria Vitória.

Saúde e Saneamento

Na área da saúde, o projeto Informar e empoderar sobre a puberdade, sexo seguro e prevenção da gravidez precoce entre os migrantes foi apresentado pela venezuelana de 22 anos, Keisy Lares, que mora no Brasil há cerca de um ano. Também venezuelana, Karla Aripabon representou a equipe que trabalhou com o ODS 6 – Água Potável e Saneamento. Para garantir o abastecimento de água em abrigos, os jovens propuseram a construção de um poço com bombeamento solar e uma fossa ecológica com biodigestor.

Alimentação saudável

Hortas comunitárias são alternativas eficientes para produzir alimentos e gerar consciência ambiental. Por isso, um dos projetos finalistas foi o Nossa Horta, que tem o objetivo de envolver venezuelanos na plantação e cultivo de legumes e hortaliças para consumo próprio, troca ou até mesmo venda, além de motivar escolas e comunidades em torno da nutrição saudável e da segurança alimentar. “Esperamos que a horta seja um espaço de observação, pesquisa e ensino sobre ecologia e educação ambiental”, explicou a participante da maratona Lilian Montana.

As crianças do júri não só aprovaram a iniciativa, como também mostraram que estão engajados na alimentação saudável. “Minha mãe ama plantas e a gente tem em casa manjericão, hortelã e batata doce”, contou Arthur, de 10 anos. “Fico muito feliz com esse projeto”, completou.

Renda e Empregabilidade

Baseada em experiências que já mostraram resultados positivos na vida de jovens venezuelanos, a última equipe finalista apresentou um projeto de capacitação para inserção no mercado de trabalho e valorização do espanhol como diferencial dos profissionais venezuelanos. “Vamos também beneficiar o Estado do Amazonas, promovendo crescimento econômico”, defendeu a participante Mayane Maia.

Participação e impacto social

O oficial de Educação do UNICEF em Manaus, Sidney Vasconcelos, parabenizou os participantes pelo engajamento na maratona. “Vimos e reconhecemos o quanto vocês se envolveram em propor soluções factíveis e que podem ser executadas com ou sem recursos; e que, de fato, podem gerar mais qualidade de vida e garantir direitos a crianças e adolescentes venezuelanos”, afirmou. “O resultado que nós tivemos, seja nas inscrições, seja na maratona, fortalece as capacidades de crianças e adolescentes e promove a participação cidadã”, acrescentou a consultora do UNICEF para Desenvolvimento e Participação de Adolescentes Rayanne Máximo.

O resultado final da maratona foi divulgado no dia 17 de dezembro, em evento online organizado pelo UNICEF, com o apoio de parceiros. Nele, as equipes finalistas terão a oportunidade de apresentar novamente seus projetos aperfeiçoados com as dicas dos avaliadores. O objetivo é que as ideias sejam colocadas em prática e sirvam de exemplo para implantação em outras regiões do Amazonas. O evento também será marcado pela entrega da premiação aos maratonistas: tablets e kits de aprendizagem.